
Ruth's Newsletter
QUANDO O TELEFONE TOCA...
7h30 da manhã. O telemóvel toca
Rute (sobressaltada): Estou?
Interlocutor: (...)
Rute (ouvindo respiração do outro lado) - Sim?
Interlocutor: Sim.
Rute: Quem fala?
Interlocutor: É a Ama.
Rute: Ema? Não conheço nenhuma Ema.
Ema (que afinal é Ama): A. M. A.
Rute: Com quem quer falar?
Ama: Com a Rute, é Rute não é?
Rute: Mas eu não conheço nenhuma Ama. De onde nos conhecemos?
Ama: Sei lá, da bateria, talvez?
Rute (dái-me paciência): Eu não toco bateria. Deve ser engano, qual é a Rute que procura?
Ama: Rute...Marlene, talvez.
Rute (fdp): Não me chamo Rute Marlene. Quem lhe deu o meu número?
Ama: Ah, consegui por aí?
Rute: E decidiu ligar para meter conversa? Ao menos escolhia uma hora mais tardia, já que são 7h30 da manhã e eu estava a dormir.
Ama: (...)
A sorte da menina Ama (?), é que me deitei cedo na véspera e mesmo às 7h30 já tinha dormido o suficiente para não a mandar para o c*r*lho logo nos primeiros 20 segundos. Isso, e não é a primeira vez que recebo as mais insanas chamadas a horas impróprias. Será só comigo?
TEMPESTADE ATLÂNTICA RUTH
A partir do momento que li esta noticia, o divertimento não parou no facebook, com a minha pessoa a assumir o meu estatuto de Deusa do Vento e fazer comunicações para os meus súbditos.
«A sério, uma tempestade com o meu nome? Que romântico. Best valentine present ever. (Esperando que não cause graves danos e seja mansinho para os bichinhos e pessoas)»
«Look everybody I'm a storm, I'm the Goddess of Wind (and I dress accordingly). AWESOMENESS.»
«Sua alteza Exma.Tempestade Ruth lamenta que a ponte 25 de Abril e a circulação da linha de comboio tenha sido fechada. Tentarei aliviar os transtornos causados pelo meu rasto de rajadas o mais breve possível. Obrigada. Assinado: Tempestade Ruth»
«Ok, vem aí outra tempestade, desta vez não sou eu. Sua Alteza Exma Storm Ruth has left portuguese sky.»
«Sua alteza Exma.Tempestade Ruth, Deusa do Vento, convoca os Exmos. Deuses de Asgard: Thor e Loki para uma conversação de paz em mesa redonda. Eu serei a mesa entre vós, cada um poderá sussurar os vossos pontos de vista em cada ouvido (Exmo. Deus Loki no esquerdo, Exmo. Deus Thor, no direito), eu deliberarei sobre o assunto ao fim de intensas conversações. De acordo?...»
E por falar em Tom Hiddleston, a passagem da tempestade Ruth pela Grã Bretanha causou alguns embaraços na pista do programa «Top Gear», onde a voz doce de morango era o convidado. Não houve dano, mas um chapéu de chuva padeceu lol
E TUDO O VENTO LEVOU....
O tempo meteoroógico por aqui está um pouco como a foto em cima, se não temos cuidado voamos. Temo que hoje não possa levar os cães à rua sob pena de eles voarem para longe. Não há gabardina que lhes valha. Não havendo melhoria do tempo ventoso tenho de arriscar. Eis o relato:
Actualização: Aproveitando uma pausa na chuva vou arriscar levar os cães à rua. Se entretanto não voltar dentro de uma hora chamem a Protecção Civil. Tenho um kispo azul e uns ténis vermelhos.
Actualização 2: Primeira Ronda (Blackie e Chewie) Sobrevivi, estou bem, sem escoriações. Agora sigo para a Bianca que é a parte mais perigosa, tenho de passar por um corredor de pinheiros assustadoramente inclinados. Gulp. Run Ruth Run.
Actualização 3: Correu tudo bem apesar da visão de galhos arrancados das árvores, estatelados no chão, me tenham assustado. Porém, sobrevivi. Yay.
12 ANOS ESCRAVO

Steve McQueen é um realizador sóbrio e introspectivo e apesar de lidar com temas que me melindram, não me fizeram chorar, mas reflectir na forma subtil e nunca flagrante como realiza. 12 Years A Slave lida com um tema que melindra bastante e pela opinião e consenso do que já ouvira, estava preparada para chorar baba e ranho. Tal não aconteceu. Na sua curta carreira de realizador, este é o filme que elejo como o melhor, pelo argumento que é poderosissímo, ainda mais interpretado por um elenco de extraordinário talento no qual é impossível não mencionar Chiwetel Ejiofor e Lupita Nyong'o. A cena em que Solomon é resgatado, deixando para trás uma devastada Patsey (Lupita), não teve qualquer diálogo mas partiu-me completamente o coração e não consegui evitar uma cascata de lágrimas. Quando Solomon é levado para uma plantação grita com uma mulher que não consegue parar de chorar porque foi separada dos filhos: « If you let yourself overcome by grief you will drown in it», diz manter-se forte e aguardar por uma oportunidade de liberdade, mas anos depois quando é forçado a chicotear Patsey, vemos o desgosto no seu rosto e a esperança de ser libertado esvair-se do seu corpo ao decretar que apenas a justiça divina irá castigar o seu carcereiro. Este filme lida com o tema da escravatura no final do séc XIX onde a cor da pele determinava um ser humano como a propriedade de outro, mas actualmente a escravatura ainda perdura o que nos deve fazer reflectir sobre a precaridade da liberdade. Num país estrangeiro, onde te é retirado a documentação que prova quem és, estás à mercê de quem dita as regras e em pleno séc XXI, há muitos que ainda se acham no direito de se apropriar de outros seres humanos. Dá que pensar.
HELLO?!
Actualmente tenho o telefone por cabo onde é preciso estar ligado à electricidade. Regra geral, mantenho o telefone sempre desligado para poupar energia ou não ser chateada por telefone por empresas de telemarketing. De vez em quanto surgem uns telefonema que lembram os tempos em que recebia mensagens estranhas.
- Boa Tarde, somos da empresa dos telefones e pedimos para dispensar alguns minutos. Pode ser?
-(enfadada) Sim...
- Estou a falar com Rute (nome completo), reformada, correcto?
- (sonora gargalhada) Bem eu tenho trinta e poucos anos, o que acha?
- Peço desculpa, houve aqui um erro de transmissão de informação. Sendo assim resta-me desejar um resto de bom dia.
Quem disse que os telefonemas de telemarketing não são divertidos, hein?
CINEFILIAS...
Eu e o meu apaixonado fomos a uma sessão dupla. Nem sempre é fácil encontrar-me com o meu apaixonado, nestes tempos de magreza financeira, mas é como diz a canção «Ain't no mountain high enough, to keep me from getting to you» Nem que para isso tenha de percorrer 6 km a pé...:P
O google maps diz uma hora e dez minutos, eu fiz em 50m ao som de um mixtape de instrumental cinematográfico. Como diz o ditado, quem corre por gosto não cansa e valeu muito a pena. A sessão dupla Rush e Gravity recomenda-se.
Não sou fã de Fórmula 1, mas lembro-me das caras dos corredores de elite dos anos 80. Lembro-me do Nikki Lauda, desconhecia tudo o resto, o filme soube melhor assim. No fundo é sobre o confronto de dois atletas de elite que se desafiavam mutuamente, muito bem escrito, com uma fotografia espectacular e Hans Zimmer no seu mais impecável estilo.
O melhor estava reservado para o final com Gravity. Adoro este filme, caneco. Tenho um pouco de inveja daqueles que o vão ver pela primeira vez e ter aquela sensação emocional forte que não conseguirei reproduzir tão bem se o voltar a ver. Não percam o filme Gravity no grande ecrã de cinema, é daquelas experiências que ficam gravadas na mente. Dizem que é um filme assustador (É.). Dizem que tem uma espectacularidade visual (Tem.) E como observar um terrível acidente à nossa frente, em alta definição sem ter coragem de desviar o olhar. Não só porque a vista sobre o planeta Terra é espectacular mas também porque a luta pela sobrevivência nos fascina. Aquele final com a trilha sonora de Steven Price é qualquer coisa de subliminar. Respirem...respirem.
Não sou grande fã do formato 3D no cinema, ressalvando algumas excepções. O filme Gravity, definitivamente é uma delas. Se tiverem oportunidade, ver em 3D em Imax será o mais próximo que alguma vês estarão do espaço. Este filme e multi sensorial. Apesar de não haver som no espaço, tanto o som do filme como a sua trilha sonora são uma experiência igualmente espectacular.
PESSOA vs CARRO
Já
vos contei a história em que quase fui atropelada no parque de
estacionamento? Digamos que, ainda bem que o carro atravessou o parque
mais rápido do que eu a correr, de outro modo embateria com ruidosa
força no vidro da frente e não no vidro lateral traseiro, como de facto
aconteceu. Ao contrário do carro, o meu sistema ABS não é tão fidedigno.
Mas, em abono da verdade, recuperei mais rápido deslizando como uma
gazela de braço do ar atirando um «ESTOU BEM!!» a um incrédulo condutor.
Ah, e apanhei o comboio
AS COISAS PRÁTICAS DA VIDA
Aderi
ao Caixa Directa por pensar ser prático fazer pagamentos e
transferências no conforto do lar ao computador. No entanto eis-me de
pijama, à meia noite, dentro de uma agência da Caixa Geral de Depósitos
para desbloquear o serviço que assim ficou quando tentei pagar a conta.
Realmente, deveras prático, não?