
Ruth's Newsletter
You've got Mail!
Voltei às vossas caixas de correio com novidades er...novas! E, quem diria interessantes...
A sério!
Já dizia o Ricardo (aka Ric) que gaja que corta o cabelo de uma forma radical é mau sinal. Pois, digo eu – que por acaso sou gaja – que, das duas uma, ou o Ricardo sabe pouco sobre o que vai na cabeça das mulheres ou...sabe ainda menos sobre cortes de cabelo radicais.
Há uma semana atrás, num destes dias de tempo nublado, senti uma estranha vontade de ouvir Silence 4 enquanto estava a tomar banho. E, foi exactamente ao som de “Sex Freak” que puxo da tesoura e desato a cortar o cabelo, sem qualquer noção que como iria ficar. Digamos que cortar o cabelo desenfreadamente ao ritmo das batidas graves do baixo do sr. Rui Costa, ouvindo a voz incitante do David acusando “Freak!... Freak!... Freak!... Freak!...”, realmente não parece nada saudável, mas, digo-vos já – soube bem como o caraças! E, no meu caso – que sou gaja – um corte de cabelo radical é sempre sinal que...
...vou viajar!
E perguntam vocês, ouvindo a vossa vozinha interior exclamar “Esta gaja só viaja filha da mãe”: “Viajar?!”
Sim, meus caros, es verdad... Quilómetros e quilómetros de franjas de Arrailos, os 100 dolars do meu pai e – MUITA SORTE! – PUB e porque estou a escassos meses do Prémio Nobel S. Francisco Assis e adoptei um cão! PUB ditaram o meu destino para a terra de Sua Majestade. Terra também da mítica banda “The Clash” que canta assim:
“London Calling...
Lah Lah Lah”
Mas há mais, não é só Londres que me chama...os Placebo também! E, resta apenas à repórter Rute captar o momento com a sua lente e...most importantly ...encostar Brian Molko à parede e ilustrar ao vivo o que a tal canção do “Sex Freak” professa...
Er, não (era bom, mas...não)
Most importantly, uma boa oportunidade para rever Londres em todo o esplendor dos seus 9 graus. Poderia também ser altura para ‘pôr as vistas’ no elenco de Willow – Val Kilmer incluído”, mais uns quantos de “Senhor dos Anéis” , (não com Orlando Bloom incluído, infelizmente), com o ‘precious’ Andy Serkis que nos dias 6 e 7 se reúnem para uma daquelas conferências de cinema ‘geek’com muitos Spocks (e, agora, Hobbits) à mistura. Mas, infelizmente nesse dia estarei a embarcar para o belo Portugal. Pode ser que consiga apanhar o Val Kilmer na Casa de Banho, visto eu ter a, nem sempre conveniente, tendência de entrar em WCs masculinos quando estou em aeroportos. Ingenuamente pensei que o aeroporto de Heathrow estava deveras “Ally McBeal” mas, o certo é que quando vislumbrei um urinol com um ocupante percebi que tinha virado à esquerda, quando deveria ter virado à direita.
Estamos conversados por hoje, para a semana conversaremos mais.
Avisam-se os leitores, forçados, da Ruth’s newsletter que estarei ‘out of town’. Levarei o telemóvel em roaming mas não me telefonem porque senão, quem paga sou eu! 0.48 € por minuto. O voz mail está desactivado, mas on the bright side, podem deixar mensagens escritas (aka sms) à vontade pois, lê-las não custa tostão e vocês pagam o do costume.
Vou no Sábado, regresso na Sexta. Peço aos santinhos que me permitam conseguir ver a cerimónia dos Óscares, algures no Hostel (ou então peço a vocês para gravar - também não é mal pensado). Porque não terei muito acesso ao meu email e para evitar que a conta no hotmail entupa, alguns de vocês poderão estar bloqueados. Ric desculpa mas tem de ser ou então envia o Fundix para hanabi_pt@yahoo.com.
Marco, estás off the hook, para tristeza do Billy que sente a falta do calor enebriante da tua perna esquerda. Mom will be the petsitter for the week
O Paraíso Bootleg, a recordação das fantasiadas erótico-distrativas, os meus dotes de falsificadora, ficarão para uma próxima newsletter.
Boa Viagem para mim (especialmente segura viagem brrr)
Beijos para vocês
Cheers
Rute
PTA day
Há um ano atrás recebia um email no computador 4 da Redacção da Premiere sobre a vinda de um tal Paul Thomas Anderson a Portugal para uma conferência de Imprensa. “Olha que bom, Portugal no itinerário de personalidades de destaque no panorama cinematográfico...” pensei.
E foi só mesmo isso que pensei... (Ok, imaginei-me na conferência de imprensa a ter uma conversa cool com o senhor, mas depressa ‘amochei’ ao pensar que estas coisas de conferências de imprensa são para gente crescida e não para os tímidos de iniciativa como eu)
Dias depois recebo uma missiva muito triste do Tiago (formerly known as Gall) vergastando-se perante a possibilidade de ter o seu ‘adorado’ Paul Thomas Anderson em Portugal e não lhe poder ‘chegar com as vistas’. Como Madre Teresa de Calcutá que sou (com mais carnes e menos bigode – porque tomo iniciativa de o eliminar senão...a santa madre ficaria em segundo plano), mandei um email ao Tiago, convidando-o a aparecer em Lisboa com a garantia que o punha na conferência. Pensava para com os meus botões, que o rapaz não iria fazer uma viagem tão grande, em dia de escola para ir a, de certeza, tão concorrido evento.
Não subestimar o poder do senhor Anderson – esse GRANDE realizador, autor de Boogie Nights, Magnolia e o hilariante Punch Drunk Love. Dia 5 de Fevereiro, cá estava o sr Tiago com sorriso de orelha a orelha, repetindo compulsivamente a frase: “Eu vou ver o Paul Thomas Anderson!” Pormenor importante - o facto do sr. Tiago vir do Algarve e ter viajado 5h x2!
Muito menos contida estava eu...
Ok, tinha 6 perguntas preparadas numa folha A4 (pronto, confesso, tinha decorado e ensaiado o acto de fazer as 6 perguntas...e fazer brilharete) mas o meu plano continuava a ser ficar caladinha a servir de fotógrafa enquanto o Tiago fazia as perguntas que havia dito para ele preparar.
A escassos minutos das 15h estamos nós a correr pelas transversais da Avenida da Liberdade pois tinha a estúpida noção que o Hotel Meridien era o Hotel Altis (DUH) e, para variar, enganei-me nas direcções. Já passava um pouco da hora marcada, chegamos ofegantes e, pela minha parte, estava muito próxima de ter um colapso cardíaco pois a sala de conferência era deveras minúscula e estávamos demasiado perto. Lembro-me de cumprimentar o (Rui Pedro) Tendinha e ter perguntando pelo filme Chicago que ele havia visto no Festival de Berlim. “É bom, mas não é nenhum Moulin Rouge.” Respondeu. “Nenhum filme é como o Moulin Rouge! – exclamei. Eu e o Tiago agíamos como um par de pitas à beira de conhecer o Justin Timberlake e parecíamos os únicos entusiasmados com a ideia de estar prestes a vislumbrar o Paul Thomas ‘fucking’ Anderson.
Definitivamente éramos os mais entusiasmados, acrescente-se, EU era a mais entusiasmada com a capacidade da fala, pois o Tiago emudeceu tal era a emoção e só despertou do marasmo quando comentei com ele que o pessoal estava todo a fazer perguntas idiotas, algumas de ataque à escolha de Adam Sandler como actor no filme, que havia um silêncio desolador entre as perguntas e ninguém parecia aproveitar o facto de ter diante de si um ‘fucking good’ realizador.
Sem saber muito bem como e danada com a tamanha oportunidade desperdiçada pelos jornalistas, levantei o meu rabinho e pus uma questão. Notava-se que ele estava cansado e letárgico, nem sequer utilizava os seus famosos ‘fucks’ no meio das frases. Lentamente começou a despertar a partir do momento que preenchi os momentos de silêncio com mais perguntas e opiniões - de tal modo que o Thomas replicou sorrindo “You again!”
Sim, eu de novo! Não só consegui fazer 6 das minhas questões, como despertar o Paul Thomas Anderson e a conferência da letargia como apresentei o (ainda extasiado) Tiago da seguinte maneira:
“I’d like you to meet a friend of mine – a soon to be brilliant filmmaker – that has something for you to sign!”. Isto depois de ter saído impune com a frase: “I’m gonna get a bit close cause I wanna photograph your eyes – I like your eyes!” Por esta altura, estava perigosamente próxima de ser considerada uma stalker quando continuei a fazer uma pergunta rabuscada, enquanto ele assinava o argumento de Punch Drunk Love com a mensagem “NO WAR!” no verso. Ele olhou para mim pensando para com os seus ‘fucking’ botões. “Esta gaja não se cala!” ...e atirou-me com a caneta. Depois lá foi ele rumo a uma televisão mais próxima para ouvir com atenção o discurso de justificação para avançar com a Guerra no Iraque do senhor ‘palhaço’ Bush.
Eu e o Tiago saímos do edifício em knock out emocional e durante o resto do dia parecíamos aquele coelhinho das pilhas energizer, a contar as novidade em catadupa à Joana que previamente se havia divertido com o Tiago numa Cabine PhotoMaton.
E assim estava inaugurado o PTA day!
Um ano depois continua a achar que aquele momento foi decisivo para não desistir de fazer aquilo que mais gosto e ter uma resposta mais que positiva dos jornalistas que estiveram presentes (e até fizeram lobbyzito, pois um certo senhor chefe de redacção, ansioso por se ver livre de mim, pediu-me para ficar mais uns meses ao saber do brilharete da conferência).
Não fiquei mais tempo, pois mais meses a ganhar 0€, eu estaria no Intendente a ‘fazer pela vida’.
Hélas
Bjo
Rute
IT CAN'T RAIN ALL THE TIME...
Definitivamente a semana que passou foi má! A combinar na perfeição com a inesgotável chuva que incutiu em mim uma estranha vontade de arrumar gavetas e armários.
Houve boas e más notícias. As más perduraram durante toooooooda a semana passada, as boas só chegaram segunda feira. Quem diria que a odiada segunda seria portadora de boas novas.
As más notícias são mesmo beras. Durante esta última semana, desfiz-me em tentativas vãs de tentar encontrar um lar (temporário ou não) para os cães que estão no terreno do Vilão Mauzão - todos os meios legais de impedir este ser ignóbil de continuar na senda do mal, revelam-se inertes o que me leva a querer pegar na minha UZI (sim, tenho uma para estas ocasiões extremas) e desferir o meu desdém pela Humanidade (numa fatia representativa de gentes sentadas no restaurante MacDonalds!). Ao fim de ouvir pessoas a dizer que deram 80 contos por um Labrador, é exactamente isso que dá vontade de fazer. O Leni(ne) que está no quintal da dona Margarete também é labrador e não vejo ninguém mexer ‘uma palha’ para o adoptar. A hospitalidade da D. Margarete é muito benvinda e é notória a transformação (para melhor) deste Labrador retirado do terreno do Vilão Mauzão. Até tem o pelo mais amarelo e macio e os olhos brilhantes.
Vejo-me obrigada a cometer um acto de desespero...
Recorrer ao Jornal da TVI!
Já me imagino numa reportagem dramática onde eu apareço com um borrão na cara para ocultar a minha identidade... That’s how desperate I am!
O cachorrinho apelidado de “cão a pilhas” que trouxemos do Canil morreu subitamente no Domingo. Não sabemos muito bem o que se passou, mas um cachorrinho tão novinho precisa do leite da mãe e é sempre difícil recuperar. Mas estava a ir bem até a noite de Domingo quando os seus intestinos entraram em colapso. Já houve outros cães que morreram sob a nossa alçada mas nenhum dentro da minha casa. Foi muito estranho...A minha mãe chegou na hora certa e ainda tentou aquelas mezinhas caseiras de modo a quebrar as cólicas que o faziam gemer baixinho. Quando eu fui substituir a botija de água quente, a minha mãe disse: “Já não é preciso...” Eu estagnei e perguntei porquê? “Morreu...” foi a sua resposta. Ainda indaguei “como é que sabes?” mas quando olhei para ele percebi logo. A morte é uma coisa muito estranha...É como olhar para um balão vazio que segundos antes esteve cheio... estamos perante um invólucro vazio que, momentos antes, cobriu um inestimável conteúdo.
Contrária à opinião de Ricky Fitts, a morte não é nada bela...Durante a noite perguntava porque raio isto havia acontecido quando o trouxemos para casa exactamente para o salvar. A resposta veio no dia seguinte quando soubemos que mais 4 cachorros apareceram mortos. Não tinham botija quente nem cesto para dormir, nem comida para cachorro – tinham 1mx1/2 de jaula húmida e estiveram sozinhos. O ‘nosso’ cão a pilhas, morreu quentinho nos braços da minha mãe...
A vida continua, e a luta também.
Na segunda feira recebi noticias bem melhores que as da última semana, via caixa do correio. Não só um special package do Tim como um cheque cortesia da Segurança Social e também uma cartinha da Kodak, felicitando-me por um prémio ganho em concurso.
“Em que consistia esse prémio?”, perguntam vocês.
Para gáudio de muita boa gente (eu também estou incluída nesse grupo ‘tá claro!) um
Home Cinema Philips system. Tradução: um leitor DVD com uma porrada de speakers munidos de surrounding sound e 300watts.
(Inserir fogo de artifício aqui)
Bem, em termos leigos (e daí, talvez não) eis os componentes da coisa:
DVD Home Entertainment System
5 x 50 Watts (RMS) Output
Dolby Digital
50 Watts Sub-Woofer
Digital Theatre System (DTS)
Dolby Pro-Logic II
MPEG Multi-Channel
3D Virtual Surround Mode
CD-R/RW, DVD-R/RW, MP3 CD Playback
Picture CD (JPEG) Playback
AM/FM Tuner
Não sei o que metade disto quer dizer, mas 300 watts soam-me muito bem. Especialmente se a ópera Carmina Burana “Fortuna” estiver envolvida. Não sei como raio vou montar esta coisa por isso aceitam-se voluntários quando eu receber o meu Home Cinema.
Como vêm esperar compensa... e tudo isto pela módica quantia de 3 € ( o valor de enviar 10 cupões). Sejam bonzinhos, combatam o mal -
ADOPTEM UM CÃO! e também serão recompensados com prémios destes.
Bjo
Rute